HISTÓRIAS DE MARGARIDA DIFÍCIL ACESSO AO JARDIM INTERNO – Aluna CEPOP: Ângela Maria Diehl

RESUMO

No presente trabalho, a autora propõe pensar sobre “pacientes de difícil acesso”, ilustrando com o caso clínico da paciente Margarida e buscando suporte teórico de Betty Joseph.

A autora procura entender melhor esta paciente, analisando o funcionamento da sua personalidade, com algumas questões que considera determinantes na tentativa de buscar respostas para o “difícil acesso” ao seu mundo interno.

Para isso, utiliza teoricamente as ideias de D. Winnicott, sobre a participação materna e paterna no inicio do desenvolvimento infantil e refere a expressão mãe-suficientemente boa, pensando na história de vida da flor Margarida.

Menciona as possíveis falhas maternas e a consequência disto na vida da paciente, bem como a construção de um falso self para defender-se do jardim em que vive.

A autora aborda o conceito de ambiente para o desenvolvimento saudável de um bebê, segundo a teoria de Winnicott, relacionando com as vivências de Margarida.

Salienta o conceito de mãe continente, termo estudado por Bion e analisa a possibilidade de Margarida ter vivido um continente falho durante a tenra idade.

Realiza algumas considerações a respeito da fase de reaproximação estudada por Mahler, onde a criança possui uma preocupação notável e constante com o paradeiro da mãe, assim como pelo comportamento de aproximação ativa.

Além disso, apresenta algumas contribuições teóricas de Kernberg, referindo algumas características significativas da paciente, nos remetendo a pensar numa Estrutura de Personalidade Borderline.

Por fim, cita a teoria de Bergeret, sobre a relação de objeto anaclítica da organização limítrofe, onde existe uma relação de grande dependência que permanece vivida a dois durante as fases do desenvolvimento emocional, relacionando com o caso clínico.